domingo, 6 de maio de 2012

Roupas Chinesas


  Uma batida e o estrondo de tambores e gongos soam em um teatro de Ópera Chinesa em Taipei, à medida que um jovem guerreiro aparece em cena com a tradicional roupa chinesa. De sua cabeça sobem dois altos penachos, traçando no ar cada movimento e gesto que faz. Alguns podem pensar que estes penachos são simplesmente ornamentais, mas na realidade eles têm origem na vestimenta de guerra do período dos Estados Belicosos (475-221 a.C.). Duas penas de um pássaroho (um tipo de faisão bom de briga) eram inseridas no elmo dos guerreiros deste período para simbolizar um espírito guerreiro e destemido, como o de ho. Uma característica notável do tradicional vestuário chinês não é apenas uma expressão externa de elegância, mas também um simbolismo interno. Cada e toda peça do vestuário tradicional comunica uma vitalidade própria. Esta combinação de forma externa como o simbolismo interno está claramente exemplificado no par de penas de faisão lutador usadas no elmo.
       Objetos encontrados em sítios arqueológicos da cultura Shantingtung da China, que apareceram há mais de 18.000 anos, tais como agulhas de costura de ossos, e contas de pedras e conchas perfuradas atestam a existência do conceito de ornamentação e a arte da cultura já naquela época. A variedade e a maneira de vestir foram estabelecidas aproximadamente na época do Imperador Amarelo e dos Imperadores Yao e Shun (cerca de 45.000 anos atrás). Restos de seda tecida e artigos de cânhamo e antigas figuras cerâmicas demonstram mais a sofisticação e o refinamento do vestuário na dinastia Shang (séc. 16-11 a.C.).

Modelos tradicionais atraem a clientela moderna

       Os três tipos principais do vestuário chinês são o pien-fu, o ch'ang-p'ao, ou robe comprido, e oshen-i. O pien-fu é um antigo traje a rigor de duas peças, incluindo um tipo de túnica que ia até o joelho, e uma saia que alcançava os tornozelos; para estar adequadamente vestido em certas ocasiões, a pessoa tinha de vestir uma saia. Um pien é um gorro cilindríco cerimonioso; o pien-fumais tarde veio a referir-se ao conjunto de roupas cerimoniosas.
       O robe comprido é uma roupa de peça única indo dos ombros aos pés e era usado por homens e mulheres.
       O shen-i fica em algum lugar entre o pien-fu e o robe comprido em seu feitio. O shen-i era feito em duas partes, e túnica e a camisa, parecido com o pien-fu; mas os dois eram costurados, sendo parecido com o robe comprido. Olhando de perto, entretanto, ele é mais parecido com o pien-fu por causa de seu corte muito grande e pregas profundas, graciosamente drapeado no corpo. Esta é, na realidade, a origem de seu nome, o qual significa "roupa profunda". O shen-i era a roupa mais pesada dos três diferentes tipos; era a "roupa de domingo" das pessoas comuns e o traje moderadamente formal de funcionários governamentais e intelectuais, apropriado tanto para os homens letrados quanto para guerreiros.
       Típicos destes três tipos de roupas, além de seu corte largo e mangas volumosas, eram padrões utilizando principalmente linhas retas e um ajuste solto formando pregas naturais, independente de a roupa ter um caimento reto ou levar uma faixa na cintura. Todos os tipos de roupa chinesas tradicionais, quer fossem túnicas e calças ou túnica e saia, utilizavam um número mínimo de pontos para a quantidade de tecido usado. E devido à sua estrutura e padrão relativamente plano, extremidades bordadas, faixas decoradas, tecidos ou sedas drapeadas, decorações nos ombros e faixam eram freqüentemente acrescentados como ornamentação. Estas faixas decorativas, bordas aplicadas e padrões bordados de rica variedade tornaram-se características singulares da tradicional vestimenta chinesa.

O comprimento e as cores das roupas chinesas
seguem regras estabelecidas

       Cores mais escuras eram favorecidas sobre as mais claras nas tradicionais vestes chinesas. Assim a cor principal da roupa cerimonial tendia a ser escura, acentuada com bordado elaborado ou padrões de tapeçaria feitos em cores brilhantes. As cores claras eram mais freqüentemente usadas pelas pessoas comuns em roupas para todos os dias e para a casa. Os chineses associam certas cores a estações específicas, por exemplo, o verde representa primavera, o vermelho é para o verão, o branco para o outono e o preto para o inverno. Pode-se dizer que os chineses têm um sistema completamente desenvolvido de combinar, coordenar e contrastar cores e sombras de claro e escuro em seu vestuário.
       Hoje em dia, desenhistas de moda na República da China em Taiwan tentam descobrir novas formas de combinar a estética e as tendências da moda moderna com os tradicionais símbolos chineses de boa sorte. A grande riqueza de recursos materiais tem resultado na abundância de atraentes modelos de roupas infantis e juvenis, incluindo divindades guardiãs, leões, os oito trígamos, e máscaras de personagens da ópera chinesa. Outra fonte mais antiga de modelos impressos, tecidos, bordados, e apliques para roupas é o bronze chinês. Alguns destes modelos distintos e incomuns incluem dragões, fênix, nuvens e relâmpagos. Temas da tradicional pintura chinesa, quer fortes ou refinados, freqüentemente encontram lugar em modelos, tecidos ou impressos, criando uma aparência linda e chocante.
       A tradicional passamanaria chinesa tem amplas aplicações na moda: ela pode ser usada para ornamentar bordas, ombros, coletes, bolsos, costuras e aberturas, bem como em cintos, enfeites para o cabelo, e colares. Alguns exemplos bem-sucedidos de combinações de elementos da moda moderna e tradicional são a tiara nupcial, baseada em um modelo da dinastia Sung originalmente usada sobre um penteado enrolado; a faixa bordada do estilo da Província Hunan, feita nas cores tradicionais chinesas de puro vermelho, azul e verde; e os tradicionais sachês e pingentes.

Modas chinesas tradicionais modificadas, elegantes e distintas

       Na moderna sociedade de Taiwan, os homens são vistos freqüentemente em ocasiões sociais usando a tradicional e refinada vestimenta longa chinesa; as mulheres usam freqüentemente o chi-p'ao, uma forma modificada da moda tradicional da Dinastia Ch'ing, em ocasiões formais. Há infinitas variações de altura, comprimento, largura e ornamentação no colarinho, mangas, comprimento da saia e corte básico desta elegante e feminina moda oriental. Destes exemplos, pode ser visto como a tradicional vestimenta chinesa é a primavera da moda moderna.
       No museu de cera do Centro Chinês de Cultura e Cinema em Taipei e no Museu de Trajes e Enfeites da Universidade Shih Chien pode-se ver coleções completas e cuidadosamente pesquisadas da tradicional moda masculina e feminina durante anos. Uma visita a uma dessas coleções é tanto agradável quanto educacional.
       As pessoas de Taiwan não apenas incorporam a tradicional vestimenta chinesa à vida moderna; têm levado mais adiante as técnicas de fabricação, fiação e tecelagem de seda e têm criado modernas indústrias têxteis ao seu redor. Através de tais indústrias, os residentes da ROC podem desfrutar da bela moda com características tradicionais e o chique moderno.


Festival de Penteados e Tratamentos Cosméticos em Hangzhou - China

sexta-feira, 23 de março de 2012

China curiosidades

   CURIOSIDADES DA CHINA

  • Sozinha, a China tem duas vezes mais gente do que a Europa inteira.

  • 1,2 bilhões de pessoas, este é o número estimado de habitantes (pessoas registradas) pelo último CENSO.

  • Um em cada cinco habitantes do planeta vive na China, um quinto da população mundial.

  • Se o mundo fosse uma única rua, um em cada quatro dos seus vizinhos seria chinês.

  • Se você morasse na China neste momento estaria dividindo o cômodo que ocupa em sua casa com mais 7 pessoas.

  • Por causa da superpopulação, cada casal só pode ter um filho. Mas, se o primeiro for menina, pode-se tentar de novo.





terça-feira, 20 de março de 2012

belezas egípcias


PIRÂMIDES
Das sete maravilhas do mundo antigo, as oitenta pirâmides são as únicas sobreviventes. Foram construídas por volta de 2690 a.C., a 10 km do Cairo, capital do Egito. As três mais célebres pirâmides de Gizéh (Quéops, Quéfren e Miquerinos) ocupam uma área de 129.000 m2. A maior delas (Queóps) foi construída pelo mais rico dos faraós, e empregou cem mil operários durante 20 anos. Se enfileirássemos os blocos de granito das três pirâmides, eles dariam a volta ao mundo.
“O tempo ri para todas as coisas, mas as pirâmides riem do tempo”.


 

Egito antigo

   A civilização egipcia

 Introdução 
A civilização egípcia antiga desenvolveu-se no nordeste africano (margens do rio Nilo) entre 3200 a.C (unificação do norte e sul) a 32 a.c (domínio romano).
Como a região é formada por um deserto (Saara), o rio Nilo ganhou uma extrema importância para os egípcios. O rio era utilizado como via de transporte (através de barcos) de mercadorias e pessoas. As águas do rio Nilo também eram utilizadas para beber, pescar e fertilizar as margens, nas épocas de cheias, favorecendo a agricultura.
sociedade egípcia estava dividida em várias camadas, sendo que o faraó era a autoridade máxima, chegando a ser considerado um deus na Terra. Sacerdotes, militares e escribas (responsáveis pela escrita) também ganharam importância na sociedade. Esta era sustentada pelo trabalho e impostos pagos por camponeses, artesãos e pequenos comerciantes. Os escravos também compunham a sociedade egípcia e, geralmente, eram pessoas capturadas em guerras.Trabalhavam muito e nada recebiam por seu trabalho, apenas água e comida.  
escrita egípcia também foi algo importante para este povo, pois permitiu a divulgação de idéias, comunicação e controle de impostos. Existiam duas formas principais de escrita: a escrita demótica (mais simplificada e usada para assuntos do cotidiano) e a hieroglífica (mais complexa e formada por desenhos e símbolos). As paredes internas das pirâmides eram repletas de textos que falavam sobre a vida do faraó, rezas e mensagens para espantar possíveis saqueadores. Uma espécie de papel chamado papiro, que era produzido a partir de uma planta de mesmo nome, também era utilizado para registrar os textos.  
Os hieróglifos egípcios foram decifrados na primeira metade do século XIX pelo linguísta e egiptólogo francês Champollion, através da Pedra de Roseta.
escrita egípcia Hieróglifos: a escrita egípcia
economia egípcia era baseada principalmente na agricultura que era realizada, principalmente, nas margens férteis do rio Nilo. Os egípcios também praticavam o comércio de mercadorias e o artesanato. Os trabalhadores rurais eram constantemente convocados pelo faraó para prestarem algum tipo de trabalho em obras públicas (canais de irrigação, pirâmides, templos, diques).  
religião egípcia era repleta de mitos e crenças interessantes. Acreditavam na existência de vários deuses (muitos deles com corpo formado por parte de ser humano e parte de animal sagrado) que interferiam na vida das pessoas. As oferendas e festas em homenagem aos deuses eram muito realizadas e tinham como objetivo agradar aos seres superiores, deixando-os felizes para que ajudassem nas guerras, colheitas e momentos da vida.  Cada cidade possuía deus protetor e templos religiosos em sua homenagem.

Como acreditavam na vida após a morte, mumificavam os cadáveres dos faraós colocando-os em pirâmides, com o objetivo de preservar o corpo. A vida após a morte seria definida, segundo crenças egípcias, pelo deus Osíris em seu tribunal de julgamento. O coração era pesado pelo deus da morte, que mandava para uma vida na escuridão aqueles cujo órgão estava pesado (que tiveram uma vida de atitudes ruins) e para uma outra vida boa aqueles de coração leve. Muitos animais também eram considerados sagrados pelos egípcios, de acordo com as características que apresentavam : chacal (esperteza noturna), gato (agilidade), carneiro (reprodução), jacaré (agilidade nos rios e pântanos), serpente (poder de ataque), águia (capacidade de voar), escaravelho (ligado a ressurreição).
civilização egípcia destacou-se muito nas áreas de ciências. Desenvolveram conhecimentos importantes na área da matemática, usados na construção de pirâmides e templos. Na medicina, os procedimentos de mumificação, proporcionaram importantes conhecimentos sobre o funcionamento do corpo humano.
No campo da arquitetura podemos destacar a construção de templos, palácios e pirâmides. Estas construções eram financiadas e administradas pelo governo dos faraós. Grande parte delas eram erguidas com grandes blocos de pedra, utilizando mão-de-obra escrava. As pirâmides e a esfinge de Gizé são as construções mais conhecidas do Egito Antigo.